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Dicas Pequenópolis – G2

10/09/2019

 

 Dicas Pequenópolis

 

Por que as crianças de dois anos fazem birra?

 

Tem dias em que ele só aceita comer a comida se for no prato azul. Em outros, ele não quer comer. Daí ele pede para ver TV ou usar o iPad, mas bem na hora de dormir. Quando ouve “não” dos pais, começa a bater e atirar os brinquedos longe, chora desesperadamente e se joga no chão. Depois, ele reluta em entrar no banho e, quando entra, reluta em sair.

Birras e situações desse tipo se tornam rotina na vida de pais de crianças que se aproximam dos dois anos de idade, quando começa a fase apelidada de “adolescência dos bebês”.

E eis que esses pais, que estavam se acostumando a um bebê que aceitava quase tudo passivamente, se veem surpreendidos por uma criança cheia de vontades e pronta para abrir o berreiro ao ser contrariada.

A boa notícia é que isso não só é normal, mas uma parte crucial do desenvolvimento da criança. E o aprendizado que ela terá nessa idade ajudará a moldar a forma como ela lida com seus sentimentos na vida adulta.

A segunda boa notícia é que há muitas formas inteligentes de lidar com esses comportamentos, desde que os pais se armem de estratégias e de (muita!) paciência.

 

O que acontece por volta dos dois anos?

“É uma fase em que a criança faz descobertas incríveis e ganha uma enorme capacidade de interação, mas as áreas de autorregulação do seu cérebro ainda não se desenvolveram”, explica Ross Thompson, professor do Departamento de Psicologia da Universidade da Califórnia em Davis e presidente de conselho da organização Zero to Three, dedicada a essa faixa etária.

“O mais importante é os pais entenderem que essa criança é simplesmente incapaz de controlar suas emoções. Esse entendimento os ajudará a vê-la de modo mais construtivo, em vez de achar que ela está desafiando (sua autoridade). Não adianta achar que ela está sendo malcriada e apenas dizer-lhe ‘acalme-se’, porque seu cérebro ainda é incapaz de seguir esse comando. Cabe ao adulto ajudá-la a colocar seus sentimentos em palavras e a gerenciá-los.”

“A criança começa a perceber que não é uma extensão dos pais, mas sim uma pessoa com vontades. E a esses novos quereres soma-se uma frustração intensa, acompanhada de choros e gritos”, diz a autora e educadora parental Elisama Santos.

Essa maturação do controle emocional no cérebro perdura até os 20 e poucos anos, mas a fase mais crítica dessa “adolescência dos bebês” costuma passar por volta dos 4 anos, quando as crianças aumentam seu repertório para se expressar e entender o mundo.

Até lá, “se os pais se deixam levar pela raiva e se tornam punitivos, as situações tendem a sair do controle”, diz Claire Lerner, conselheira parental também da Zero to Three. “Se, em vez disso, eles agirem com calma, empatia e oferecerem estratégias para essa criança, ela aprenderá ferramentas para lidar com suas emoções – algo que a ajudará em toda a vida adulta”.

 

Confira mais dicas acessando os sites:

  • https://bebe.abril.com.br/familia/adolescencia-do-bebe-a-terrivel-crise-dos-2-anos/
  • http://filhinhosdamamae.com.br/6-dicas-lidar-crise-dos-2-anos/
  • https://artigosdepsicologia.wordpress.com/2009/03/12/a-mente-entre-2-e-4-anos/